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Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2007

Ditos populares

Se há coisa que aprecio na vida é a simplicidade.
Mas dentro deste tema há um com que não vou muito à bola: os ditos populares.
Porque se procurarmos com calma verificamos que se a vida fosse vivida dessa forma era uma coisa sem sabor, um bocadinho insípida. No fundo era só esperar para ver.
Exemplos: "Candeia que vai à frente alumia duas vezes" vs "Os últimos serão sempre os primeiros"; "Quem espera desespera" vs "Quem espera sempre alcança"...
Vem isto a propósito do que vou sentindo durante esta semana. A pequena está doente.
Felizmente tal não tem sido nada comum. Só me lembro de uma pequena febre quando ela fez seis meses, de resto tem tido uma saúde de ferro.
Mas esta semana apareceu, provavelmente, uma virose (uma amiga minha diz que uma virose é o nome de todas as doenças que os médicos não conseguem diagnosticar): febre e diarreia.
Claro que muitas pessoas dizem logo: "ela tem sorte, com dois enfermeiros em casa..."
Pois... sim e não!
Sim, porque evidentemente temos conhecimentos para não desatar numa correria louca e desenfreada para a Urgência do hospital (atulhada de miúdos doentes, o que provavelmente lhe causaria mais dano).
Controlar a febre, ver sinais de desidratação, mudar fraldas frequentemente (muito frequentemente, demasiado até de tal forma que se calhar tenho que pedir um empréstimo no banco para fraldas), pomada para prevenir assaduras e... mimo. Muito!
Não, porque não há curso nenhum que nos ensine a lidar com o nosso sofrimento.
Na nossa profissão aprendemos a lidar com o sofrimento dos outros (com um brutal desgaste psicológico a que ninguém liga, mas enfim...), mas lidar com o nosso sofrimento (porque o sofrimento dos meus filhos é o meu sofrimento) é bem diferente.

E tenho que dar a mão à palmatória e aceitar que "Pimenta no cu do outro é refresco no meu".
Contado por Pai Babado às 11:48
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6 comentários:
De Malu a 18 de Janeiro de 2007 às 14:39
As melhoras da pequenina!
De mamã da chixa a 18 de Janeiro de 2007 às 19:40
Como eu te compreendo. Na primeira semana de vida a minha Salomé esteve prestes a ser internada por suspeita de infecção urinária. Ainda bem que após 4 idas à pediatria de Aveiro, e uma recolha de urina directa da bexiga, os resultados foram negativos. A juntar a isto, desde que saimos da maternidade que durante quase 1 mês teve de usar umas talas nas perninhas porque suspeitavam de luxação da anca (o que não era verdade) pois tinha nascido de rabito e não encolhia as pernas como os outros bebés...ufa! Eu e o Tó sofremos imenso, sem dúvida, o sofrimento dela é o nosso. E a juntar a tudo, sempre aquela pergunta: onde foi que eu errei?
De Ana a 7 de Março de 2007 às 16:41
A minha sobrinha tem 3 meses e os medicos detectaram-lhe uma luxação na anca, embora os medicos digam que 95% dos casos tem sucesso nos estamos apreensiveis e a sofrer.Ela tem as pernas presas com umas talas é um sofrimento olhar todos os dias para ela e ver q ela se consegue movimentar como antes.Beijos e felicidades

Ana
De Pai Babado a 10 de Março de 2007 às 17:38
Olá.
Nós passámos por algo semelhante, mas não tão grave. A nossa pequena nasceu com a anca instável e nos primeiros tempos convivemos de perto com a hipótese de fazer luxação. No entanto tudo correu pelo melhor e não foi preciso nenhuma medida correctiva. Quanto à tua sobrinha... espero que corra tudo pelo melhor e que ela confirme as estatísticas.
De pipokka a 19 de Janeiro de 2007 às 16:34
primeiro que nada desejo as melhoras da pequenota, tadinha.
Mas olha, eu dou mto valor aos enfermeiros e ao seu sofrimento para com os outros, caso contrário teríam que ser de ferro para não sofrer! e dei ainda mais valor qdo tive a minha avó acamada em casa e tinhamos que ser as enfermeiras dela. Percebi que de facto é preciso um grande sentido de humanidade e carinho para tratar de pessoas doentes e sofrer com elas.
De Vânia Duarte Viegas a 23 de Janeiro de 2007 às 15:53
Espero que a pequenina já esteja melhor. Lembro-me que quando era mais novinha, quando ficava doente (normalmente, era a garganta) era uma "alegria". Ficava o dia todo na cama dos meus pais a ver TV e sem ir à escola! As dores que sentia na garganta parecem-me hoje muito distantes!
Espero ansiosamente por novos posts.
Até breve.

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