Lilypie
Lilypie Fifth Birthday tickers
Quinta-feira, 4 de Janeiro de 2007

Se o pequeno falasse

Já descrevi aquilo que sinto acerca do rapaz se ter iniciado em alimentos sólidos aqui.
Ele agora tem 5 meses e, como é óbvio, ainda não fala.
Mas não fala por palavras, porque aqueles olhos já querem dizer muita coisa...
No início das papas diziam: "quero a minha mama de volta!"
Fulminavam-nos, trespassavam-nos aqueles dois olhitos brilhantes, transmitindo-nos de forma muito clara a seguinte mensagem:
"Mas que raio de mistela é esta? Como é que me podem fazer isto? Será que ainda se lembram quem eu sou? EU SOU O VOSSO FILHO!!!"

A pouco e pouco lá se foi habituando à coisa e entrou na fase "afinal-isto-até-nem-é-mau-mas maminha-no-fim-sabe-sempre-bem ".

Agora aqueles olhos já transmitem uma mensagem bem diferente quando se lhe põe um prato de papa à frente, se bem que não aquela que eu imaginava.
Eu estava à espera de algo parecido com felicidade, serenidade, etc.
Afinal aquilo que encontro é mais algo do género "Tá-a-despachar-anda-lá-com-isso-que-isto-afinal-é-bom-como-o-raio ".
É a chamada fase do "atiro-me de cabeça se demoras muito".
Contado por Pai Babado às 13:56
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Caça

Isto é coisa que não consigo apreciar.
Eu sei que alguns até a entendem como desporto, mas eu não.
O problema deve ser meu de certeza. Sou um esquisito...
Eu até já tentei mas quando vi na tv um caçador a dar uma entrevista e a dizer que "caçador que é caçador dá toda a vantagem às presas", desisti.
Desisti porque não consegui perceber como é que um tipo que se enfia no mato de camuflado, com uma arma com mira telescópica (ou até laser) capaz de acertar no bicho a 300 mt, um cão que lhe fareja a presa a dois quilómetros de distância, outro que lhe aponta onde ela está e outro que lha vai buscar, está em vantagem sobre a pobre perdiz que andava na sua vidinha. Mas enfim... como já disse, devo ser eu que sou esquisito.
Mas tenho que dar a mão à palmatória: a caça é um desporto em voga cá em casa.
O problema é que a presa, a maior parte das vezes, sou eu...
Uma das coisas que gosto de ver na pequena é a forma como ela aprendeu bem o nome dos animais. Desde elefantes a hipopótamos, passando por cangurus, etc., etc.
E é engraçado como ela vai distinguindo entre o elefante bebé e os outros maiores.
Daí que há uns dias fiquei espantado quando ela disse:
- O Ped(r)o é um cavalo.
Eu fiquei à espera que viesse "cavalo pequenino", mas não, ficou-se por cavalo.
Eu já devia perceber que vinha ali estória...
Mas caí na armadilha que ela, calmamente, vinha a tecer. Inocentemente, fui na esparrela e perguntei:
- Olha lá, se o Pedro é um cavalo o que é que eu sou?
Estava à espera de lhe fazer ver que a frase dela não estava completa.
Pois sim... assim que lhe disse aquilo quase que vi um brilho de regozijo antecipado nos olhos dela. E disse-me:
- Tu és um bu(rr)o!

Eu bem sabia que há razões muito fortes para não gostar de caça!
Contado por Pai Babado às 13:20
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Terça-feira, 2 de Janeiro de 2007

Mundo em 2006

Dado o meu feitio um bocado intempestivo gosto de, por vezes, deixar passar algum tempo a reflectir sobre as coisas antes de dizer algo.
Claro que à conta disto sou acusado de ser calado, antipático, pouco dado, etc, etc.
Mas vem isto a propósito de um artigo que li há uns domingos na revista do JN.
Nesse artigo vinha a seguinte informação: cerca de 75% (setenta e cinco) das empresas no Reino Unido tinham pura e simplesmente proibido que os trabalhadores enfeitassem qualquer local das empresas com motivos alusivos ao Natal.
Motivo: os CEO's dessas empresas não queriam correr o risco de serem processados por empregados que professassem outras religiões que não a católica e que, como tal, se sentissem ofendidos pelos símbolos natalícios!
E aquilo fez-me espécie...
Pergunto-me: que raio de mundo é este que estamos a criar em que em vez de eu me alegrar por ver o meu colega/vizinho/conhecido feliz, fico mas é furioso e vejo a alegria dele como um atentado pessoal à minha liberdade e à minha própria alegria?
Não seria muito mais fácil chegar ao pé dele e dizer-lhe: "Olha fico contente por estares a viver uma época de alegria para ti. Espero que quando eu viver a minha também fiques feliz por mim."
Mas parece que isto é muito difícil de fazer.
Triste mundo este em 2006, tão cheio de coisas que nos ligam globalmente, tão cheio de coisinhas que nos afastam de quem está mesmo, mesmo ao nosso lado.
Afinal parece que nem mesmo o Natal é quando o Homem quiser, é só quando o vizinho não se incomodar...
Contado por Pai Babado às 15:06
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Novos significados

Domingo passado lá fui acompanhar a senhora minha esposa numa das suas tradições da quadra natalícia: ir com as afilhadas (as três) ao cinema.
É uma tradição já com uns aninhos, que se iniciou com elas ainda bem pequenitas, e que se mantém com um enorme gosto de ambas as partes. Ainda pensei levar o meu afilhado, mas ele já tinha visto o filme (Por água abaixo), de modo que... fica para a próxima.
A logística necessária para se levar a cabo a tarefa foi aturada.
É que este ano houve dois embrulhos para ficarem a cargo...Contactos prévios com as avós para ver quem ficava onde e tal, de maneira a que todos ficassem felizes...
Lá fomos para o cinema.
E quando lá cheguei é que me apercebi que tinha deixado os pequenos, mas ainda não tinha desligado o "modo pai".
Assim que ouvi um choro de bebé, accionaram-se as campainhas , sirenes a uivar, alarmes a zunir, pescoço todo torcido à procura do motivo... e de repente foi como se me tivessem esbofeteado!

Não era para nós! Por umas horas estávamos livres daquelas aflições.
Podia até dar-me ao luxo de ver as figuras que (muitas vezes) devo fazer.

E de repente a palavra leveza ganhou todo um novo significado...
É incrível como pirralhos tão pequenos nos podem fazer sentir coisas tão antagónicas!
Contado por Pai Babado às 14:53
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