Lilypie
Lilypie Fifth Birthday tickers
Quinta-feira, 28 de Dezembro de 2006

Joint Venture (2)

Aqui há mais uma "estória"...
Contado por Pai Babado às 11:23
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Sábado, 23 de Dezembro de 2006

Apreensivo

Ando um bocado apreensivo com a pequena.
Nestes últimos dias tem andado com uma conjuntivite (que nós atacámos de forma relativamente rápida), que a tem deixado um pouquito em baixo.
Mas para além disso dou por mim a vê-la, às vezes, um pouco melancólica, pensativa.
Pergunto-lhe se ela está triste e a resposta é sim.
Não me sabe dizer porquê, mas tenho-a apanhado assim algumas vezes.
Depois anda numa fase de choro por tudo e por nada (mais uma vez), que nos traz com pouca paciência, tal é a frequência com que acontece.
Evidentemente que a pouca paciência não ajuda à melhoria do estado dela.
Quando lhe perguntei ontem se ela estava triste disse-me que sim, porque tinha feito asneiras. Na verdade eu tinha acabado de a tirar do carro, após uma viagem para ir comprar um fato de banho e touca novos (que esta cabecinha de rola deixou esse material mais os meus calções e a minha touca no chuveiro da piscina e... deve ter lá passado o Luís de Matos e feito magia, porque desapareceram e ninguém mais viu), pelo que asneiras não tinha feito...
Mais à tarde decidiu mexer nas palhinhas de um presépio que temos na sala.
Pedi-lhe para não mexer (até tive o cuidado de, propositadamente, lhe falar docemente).
Ela deixou e disse-me: "Pronto, agora vou ficar de ca(s)tigo."
E eu fiquei arrasado! Completamente arrasado!
Honestamente eu acho que nós não somos demasiado duros com ela, nem sequer a colocamos de castigo muitas vezes.
No entanto há coisas que ela tem que perceber, mas julgo que tentamos fazê-lo de forma calma na maioria das vezes.
Depois de um período harmonioso ela voltou a uma fase complicada, com constantes desafios de autoridade e sempre a testar-nos.
Já várias pessoas me disseram que vamos ter trabalho com ela.
Mas que diabo, eu adoro-a! Adoro a maneira como ela me parece gostar de viver, da alegria dela.
Num dia em que esteja bem aturo-lhe aquele excesso de energia todo (não confundir com falta de educação, que isso não tolero nunca), com um sorriso nos lábios.
E é por isso que ando inquieto com aquela melancolia toda.
Porque se há coisa que eu não quero que ela perca é esta alegria de viver.
Não só por ela mas por mim também.
É que vê-la sorrir ilumina o meu dia de uma forma que nada mais o consegue.
Contado por Pai Babado às 02:14
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Sexta-feira, 22 de Dezembro de 2006

Relatório

400 km...
4,5 horas de viagem...
20€ de portagens...
25€ de gasolina...
20€ de refeições...

- Então gostaste de ter vindo à Aldeia do Pai Natal?
- Não!
- Não gostaste?! Não queres cá voltar?
- Não!

A honestidade e a frontalidade são duas características que eu aprecio e fico feliz por a cachopa as possuir... mas não consigo deixar de pensar que noutra encarnação eu devo ter sido mau como as cobras e por isso estou agora a expiar os meus pecados.
Contado por Pai Babado às 22:46
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Quarta-feira, 20 de Dezembro de 2006

É definitivo

Quando era pequeno o mundo era de uma simplicidade fabulosa, uma vez que era extraordinariamente fácil de dividir.
Havia os bons e os maus, os ricos e os pobres, os índios e os cowboys, aqueles em quem arriava porrada e aqueles de quem levava, etc.
Mais tarde as coisas começaram a complicar-se: rapazes e raparigas, carros e motas, futebol e escutismo, cursos e formações, opções, opções e mais opções que formaram uma espiral interminável e que pareciam ter tornado esta vida numa coisa tão difícil de gerir como qualquer um dos doze trabalhos de Hércules.
No meio desta confusão toda apercebi-me que a chegada da prole me possibilitou um "back to basics".
De repente voltou a ser fácil dividir este mundo e apercebo-me que a única, a verdadeira, a derradeira e inquestionável divisão é:  pessoas que têm filhos e pessoas que não têm.
Esta  imagem tornou-se clara quando chego 45 minutos atrasado a um compromisso onde levo as duas crianças (o que é quase um record ) e vejo a reacção das pessoas:
- umas olham naquele estilo "como é que é possível chegarem tão tarde e ainda por cima virem a sorrir?"
- outras sorriem com genuína cumplicidade naquele jeito "sei-bem-o-que-isso-é".

A revelação desta imagem surge ainda de forma mais avassaladora quando a entrada em cena é feita desta maneira:
- Boa noite, boa noite, beijinho, beijinho, onde é que eu posso ir mudar a fralda? É que se a Al-Qaeda descobre a fórmula química que aqui vai desconfio que a expressão "guerra química" vá ganhar todo um novo significado!

Acho que não contribuí para o aumento da taxa de natalidade neste país...
Contado por Pai Babado às 14:09
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Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2006

Genética

Coisa tramada, a genética!
Tão depressa nos deixa no sétimo céu como, de repente, nos deixa  num beco escuro como breu.
Desde muito cedo (quase instantaneamente após o nascimento das crianças) que a genética entra em campo.
Qual foi o pai ou mãe que nunca ouviu a sacramental pergunta: "Com quem é que é parecido(a)?". Ou melhor ainda: "É mesmo a carinha do pai/ mãe...".
E nem adianta discutir, porque se discordamos vem logo a sentença: "Não tens jeitinho nenhum para ver isto."
Mas após ultrapassar esta prova (que por vezes requer uma calma verdadeiramente olímpica), acho que não existe nenhum pai ou mãe que, a determinada altura do desenvolvimento dos petizes, não se deleite e esboce um sorriso quando reconhecemos "determinados traços" em atitudes deles.
Porque eles vão apanhando tudo. O problema é que às vezes apanham as partes que menos interessam...
Há dias apanhei a pequena no banho a falar para a bonecada: "Tás de ca(s)tigo! Ficas aqui e não há filme pa(ra) ninguém!"
E eu comecei a ficar com um sorriso amarelo...
Anteontem apanhei-a aqui no sofá: "Não sais daqui. Po(r)taste-te muito mal. Não sais daqui."
Eu ainda me fui rindo.
Só que a pequena andava em treinos!
Ontem, (já devia estar de peito feito, pois os bonecos obedeciam) virou-se para mim e disse-me:
- Tás a fazer muito ba(r)ulho! Ouvi(s)te? Olha que eu fico chateada"
E de dedo em riste e tudo! (Nem imagino onde é que ela foi buscar aquilo...)

Fiquei zonzo, tal foi a potência do directo nos queixos!
Bolas, estou a criar uma déspota, uma pequena ditadora!
E fina, ainda por cima.
É que como aqueles rufiazitos da escola que apalpam primeiro o terreno para ganhar confiança com aqueles que não lhe podem fazer frente.
Ai que a minha velhice não vai ser nada doce...
Contado por Pai Babado às 00:39
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Guttenberg visitado

Uma das coisas que eu acho graça é ver novas edições de livros.
Gosto de ver as diferenças e se me dizem que tem comentários ou notas introdutórias de alguém acho giro ir ver.
E cá para mim o gosto deve ter-se pegado à cachopa, mas de uma forma especial: ela é que é a autora das novas edições.

Já estou a ver a publicidade:
"Nova edição com a preciosa colaboração de Mariana, licenciada em "Bichinhos Carpinteiros", mestre em "Dou-te cabo da Mona" e doutorada em "Ponho-te os cabelos em pé".
Contado por Pai Babado às 00:13
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Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2006

Joint Venture

De vez em quando (dependendo do meu estado de demência), aqui vai aparecer uma "Estória de Pai". Como esta...
Contado por Pai Babado às 22:48
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Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2006

Pânico Paternal

Nos últimos dias tomámos (de forma bem dolorosa posso acrescentar) consciência de uma proeza absolutamente fantástica: o cesto da nossa roupa suja está sempre cheio, o cesto da roupa da pequena igual, o do garoto idem aspas, há sempre roupa a lavar na máquina, há sempre roupa a secar na máquina de secar, há sempre uma pilha de roupa passada a ferro e outra por passar e os estendais estão sempre com 100% de ocupação... ufa! Com este estado de coisas decidimos ver a origem de tanta "lufa-lufa". Curiosamente (ou talvez não) a maior contribuição para este estado de coisas vinha do fedelho mais pequeno cá da casa. Uma das razões para que tal suceda é bem fácil de explicar: o rapaz tem um apetite insaciável e um mecanismo interno afinado com a precisão de um relógio suíço, que faz com que mesmo durante a noite exija mamar a cada duas horas. Como é lógico não é fácil a nenhum ser humano mudar fraldas em plena madrugada, pelo que o rapaz permanecia com a mesma durante a noite ( a pele dele nunca deu problemas de assaduras , por isso...). Acontece que para além de um belo apetite o cachopo tem uns rins que funcionam maravilhosamente, pelo que de manhã nos deparámos diversas vezes com roupa molhada. O limite de absorção da fralda tinha, pura e simplesmente, sido ultrapassado! Este facto obrigava-nos a uma muda de roupa completa: pijama, body interior, meias,... Até que a minha mulher descobriu o "ovo de Colombo": experimentou pôr-lhe duas fraldas, uma em cima da outra! Eu quando vi o rapaz naqueles preparos, rechonchudinho como ele é e ainda por cima com duas fraldas nos quadris não aguentei e entrei em pânico:
- Socorro! Sou o pai do boneco dos pneus da Michelin!
Contado por Pai Babado às 22:27
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Segunda-feira, 4 de Dezembro de 2006

Marcar território

Há gente que me diz:
- Ela é tão querida, não pode ser o terror que tu  dizes!

Pois é, devo ser eu, devo...:
- Mamã, esta almofada não dá para nós as duas!
- Dá, dá!
- Mamã, esta almofada não dá para nós as duas!
- Se tu te chegares um bocadinho para lá, temos espaço mais que suficiente!

Dá para perceber?
Não só ela tinha vindo de manhãzinha enfiar-se na nossa cama, como ainda por cima quase expulsava a mãe da almofada e ainda tinha lata para reclamar com ela.
Acho que nem os leões da savana africana são tão safados a marcar o seu território...
Contado por Pai Babado às 23:18
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Bricolage

A minha destreza neste domínio só deve rivalizar com a minha "mítica" (in)capacidade para o desenho.
O que me vale é que há sempre um avô(verdadeiro faz-tudo) disponível, ou então um compadre com uma mala de ferramentas enorme e uma boa vontade do mesmo tamanho.
Mas o caso de ontem tinha mesmo que ser resolvido por mim: a pequena decidiu desenterrar um boneco do seu baú.
Um daqueles bonecos que tem a capacidade de abrir e fechar a boca e até de chorar, no caso de haver pilhas disponíveis (que, não faço ideia porquê, nunca estão).
O raio do boneco não resistiu aos carinhos da cachopa e tinha... humm...digamos, o queixo à banda!
Mas já há uns meses e ela nunca se importou muito com o caso.
Ontem numa pequena saída à rua alguém lhe disse que o boneco tinha a boca estragada.
Meu Deus, o que lhe foram dizer... o resto do caminho para casa foi feito ao som de "O boneco tem a boca (es)t(r)agada, papá. Tens que "aganjar", em modo de repetição contínua.
Chegado a casa usei aquilo que, eventualmente, é onde me desenrasco melhor: supercola 3.
Foi um sucesso. O queixo do boneco ficou de uma maneira que não envergonharia uma qualquer Corporacion Dermostética.
Ela entretanto, com uma nova colega de brincadeiras, até se esqueceu do problema do boneco.
Mas eis que passadas umas horas valentes entra-me pela sala dentro com o boneco pelo braço e, sem mais nada, espeta-me um abraço e com um grande sorriso diz-me:
- Ob(r)igado, papá!
Foi um verdadeiro "boost" para o meu "ego de pai".
E o pequeno "Bob, o construtor" que vive acabrunhado dentro de mim teve, finalmente, o seu dia de glória.
Contado por Pai Babado às 00:15
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