Lilypie
Lilypie Fifth Birthday tickers
Sexta-feira, 28 de Abril de 2006

Suspiro

Esta noite fiquei um bocado triste. Eu sei que objectivamente não há nenhuma razão válida para isto, mas que diabo........ fiquei triste.
Como é sabido a pequena tem instituída a sua rotina para ir dormir: é com a mãe. Comigo só vai dormir em dia em que a mãe não está em casa ou está demasiado cansada e me pede para ir (sim, porque isto de adormecer aquele pequeno ser não é tarefa fácil). E mesmo neste último caso o ritual é acompanhado de uma generosa dose de baba e ranho, que se prolonga até ela aceder a enfiar a chupeta na boca e aceitar ouvir as minhas músicas de embalar.
Hoje lá deu de barato beber o biberão ao meu colo, enquanto a mãe acabava de passar uma roupa, mas mal ele acabou correu para o quarto à procura da mãe e a dizer "Qué fazê á-á". Tudo estaria bem, só que a Gina precisou de mim e chamou-me. A pequena até já estava sentada na cama, quase pronta, quando a mãe me pediu para lhe tirar as pantufas. Ao ver aproximar-me desatou a fugir pela cama fora e a chamar pela mamã, com as lágrimas a escorrerem-lhe pela face. Eu bem tentei dizer-lhe que era a mamã que ia dormir com ela, mas que apesar disso o papá também gostava muito dela e de adormecê-la. Debalde.
O choro continuou, imparável até que a Gina lhe pegou e a enfiou na cama.
Eu sei que ela já estava "grogue de sono" e tudo o mais, mas caramba......... eu também gosto de a ir adormecer e embora compreenda que ela goste mais que a mãe o faça, não me sinto nada bem por ser um "papão" se essa tarefa me couber a mim.
E também porque acho que ela já devia compreender que no essencial não muda nada. Pois se ela já compreende tão bem outras coisas...
Contado por Pai Babado às 02:37
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Terça-feira, 25 de Abril de 2006

Recapitulações

A miúda gosta de as fazer, as recapitulações.
O único senão é que o timing em que decide levar essa tarefa avante raramente é o melhor.
É que normalmente coincide sempre com a hora em que a vamos pôr a dormir.
Há uns meses atrás a recapitulação incidia sobre os nomes das partes do corpo (da cabeça) que lhe andávamos a ensinar. E era uma tarefa dolorosa. Imaginem: durante o dia à medida que lhe íamos dizendo os nomes das orelhas, boca ou olhos ela apontava nela ou nos pais. Depois o problema era quando a deitávamos e ela começava a dizer " a bô" ou "a oê" ou "uzó" (boca, orelha ou olhos) ao mesmo tempo que enterrava aquele dedito afiado como um bisturi nos nossos respectivos orgãos. A vontade era de mandar um verdadeiro urro de dor, só que, como era tempo de ela dormir, lá tínhamos que nos conter e tentar mexer o menos possível, para ver se ela não despertava ainda mais. Mas que era difícil lá isso era.
Agora tem a mania de recapitular o que fez no dia. Esta semana, depois de a termos levado à Feira de Março em Aveiro onde andou num carrocel para pequenitos, chegou à hora de dormir e começou: " A Ma-i-ã andou no pati(nho) e no bá(r)co. O Nuno é (a)migo!"
Como é que se pode reagir a isto senão com uma sonora gargalhada? O problema é que...... está visto, começou também a rir-se e a fazer palhaçadas e dormir...........ficou para (muito) mais tarde.
Contado por Pai Babado às 10:40
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Quinta-feira, 20 de Abril de 2006

Inquietações

Ando inquieto. É verdade.
Pela simples razão da miúda me andar a tirar do sério vezes demais.
Eu sei que ela só tem 21 meses, mas se há coisa com que eu tenho dificuldade em lidar desde sempre, é com a desobediência.
E a última semana foi complicada neste aspecto. Eu sei que o facto de estar de férias e a Gina também estar em casa deu azo a que a cachopa se esticasse.
Só que a mostarda já me começou a chegar ao nariz e lá saíram uns berros...
Como é sabido a rapariga tem uma facilidade enorme em fazer com que uma divisão da casa pareça um cenário de guerra em escassos 5 minutos.
Até há umas semanas nós lá fomos aguentando. Só que agora já temos a firme certeza que ela compreende tudo o que lhe dizemos, pelo que começámos a exigir que ela arrume algumas coisas.
A questão é que ela faz..... conforme a sua disposição. Há alturas em que arruma logo, outras faz ouvidos de mercador e toca de desarrumar ainda mais. Aí, confesso, tenho dificuldade em me controlar. Acho que o dia da primeira tapona se aproxima a uma velocidade vertiginosa!
Enquanto esse dia não chega optámos por lhe aplicar uns castigos que a deixem perceber que fez mal: desde o desligar dos dvd´s da Carochinha até a obrigar a andar sem chupeta.
E isto são coisas que nos deixam sempre na corda bamba uma vez que por um lado não quero, de todo, ter uma filha que seja mal-educada, mas por outro é sempre difícil vê-la a chorar baba e ranho quando lhe damos um castigo.
Apesar de ser difícil penso que é assim que tem que ser, mesmo com o Brazelton a ser totalmente contra deixar chorar as crianças.
No entanto acho que aprender o que se deve ou não fazer é sempre um processo de crescimento e que, como qualquer um, implica dificuldades.
Mas são essas que nos fazem perceber o que vale ou não a pena e nos preparam para a vida.
Os castigos que damos à Mariana são dados com uma certeza: ninguém a ama como nós. Espero que ela saiba sempre disso
Contado por Pai Babado às 20:28
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Quinta-feira, 13 de Abril de 2006

O aumentar da prole

Confesso: este sempre foi um assunto delicado no nosso casamento.
Pela simples razão de que nunca chegámos a um acordo. Eu queria só um filho. Ela no mínimo dois.
E assim andámos a esgrimir os nossos argumentos sem nunca se chegar a nenhuma conclusão.
Eu sou filho único. E gosto de o ser. Nunca me lembro de ter pedido aos meus pais um irmão, ou de me ter sentido triste por não ter um.
Pelo contrário vejo muitas famílias com irmãos de costas voltadas, a azucrinarem a cabeça aos pais ou então, melhor ainda, a chatearem-se por essa coisa tão importante que são as partilhas.....
A juntar a tudo isto acrescia o meu sentido prático: a vida está cara e não vislumbro grandes melhoras.
O turning point ocorreu quando me puseram uma filha nos braços a primeira vez. Não estava à espera de sentir uma algria tão genuína e tão intensa. Diz-se que o dia em que os filhos nascem são os mais felizes da nossa vida. Sempre mantive alguma desconfiança face a estas opiniões, mas hoje posso dizer que concordo em absoluto.
Qaundo a Mariana nasceu tive uma amiga que disse que nunca me tinha visto assim e estava convencida que por mim ia até aos três filhos. Não sei como é que ela adivinhou, mas foi algo que me passou pela cabeça enquanto observava aquele pequeno ser nos meus braços. Imaginem o meu estado de puro desvario (que asseguro já passou).
Com o passar dos tempos fui calmamente resgressando à minha ideia.
No entanto as maravilhas que a Mariana me tem mostrado, bem como algumas conversas interessantes com a Gina e alguma introspecção fizeram-me decidir avançar para mais um filho.
A decisão foi mantida unicamente dentro da esfera do casal. Eu era tão ciclicamente atacado por toda a gente por só querer um filho que não iria dar o gostinho de me chagarem o juízo mais tempo do que o estritamente necessário.
Mesmo os avós só souberam no dia em que tivemos o teste de gravidez positivo. Foi mais ou menos um choque para todos, mas agora já anda tudo babado.
A madrinha da Mariana soube à noite por sms e ia-nos matando.
Nesta altura posso dizer sem rebuço que o principal factor que me convenceu a avançar foi: a Mariana
Contado por Pai Babado às 22:55
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A Carochinha: la revancha

Uma moeda tem sempre duas faces, há o yin e o yen, patatipatata.........
Pois é: esta noite a carochinha serviu para algo mais do que nos infernizar a vida e fazer-nos perder a parte mais interessante de um concurso de televisão.
A estória é simples de contar:
a miúda tem uma tara qualquer que a impede de ver coisas arrumadas. Seja que coisa for: roupa, toalhas, livros, dvd´s, etc. É o que quiserem, à vontade do freguês.
Esta noite (pela enésima vez) decidiu espetar com as almofadas que temos em cima dos sofás da sala no chão. Não contente com isso começou também a pisoteá-las. Eu tentei (juro que tentei) fazê-la entender que as almofadas não eram para pôr no chão e que o papá e a mamã não faziam isso. Resultado? Um olhar daqueles que eu classifico como "ignorar-me de forma olímpica".
E depois eis que chegou o grande momento do dia: estava a cachopa escarrapachada numa almofada quando a mãe primiu o botão de Pause do dvd. Ó meus amigos..... nem foi preciso dizer uma palavra. A rapariga levantou-se imediatamente, e pôs as almofadas em cima do sofá duas a duas. Foi um tirinho.
De repente a Carochinha ganhou todo um novo interesse.......
Contado por Pai Babado às 22:33
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Terça-feira, 11 de Abril de 2006

O costume

Agora a ansiedade já é diferente. Depois de sabermos que é rapaz ando mais preocupado com a chegada do pequeno a casa.
Ando já a pensar se me irei dar bem com ele, como vou reagir a mais noites destrambelhadas e .......a Mariana.
Isso também já me anda a dar a volta à mioleira. Como é que a pequenita se vai dar?
Nós já lhe andamos a falar a pouco e pouco. Ela já sabe que debaixo do umbigo da mamã tá "o Pedo".
Mas como é que vai ser com o miúdo em casa? Como é que ela se vai dar sem a atenção toda para ela? É que a cachopa é muito activa, solícita e está habituadinha a ter toda a atenção. Intriga-me como é que ela vai reagir quando tiver que aguardar para podermos tratar do irmão.
Evidentemente que sabemos que há coisas em que ela vai regredir. Agora em quê é uma incógnita.
Como é que ela vai reagir quando vir o irmão a mamar? É que "aquilo" já foi dela!!
Penso que vamos ter que arranjar uma estratégia de a fazer participar nos cuidados ao irmão de acordo com as capacidades dela, e também julgo que teremos que pôr o pequeno a dormir primeiro, de forma a podermos passar um tempo com ela a sós.
Ou então não! Como diz a avó da Mariana: " Se ela não mudar e continuar a gostar tanto de crianças não vai sair de cima do irmão."
A ver vamos o que o futuro nos reserva.
Mas que já ando a magicar como vai ser..... lá isso ando.
Contado por Pai Babado às 22:02
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Sábado, 8 de Abril de 2006

Acordares

Às 6 e meia da manhã já a Mariana me tinha feito ir dormir para a cama dela devido ao choro.
Aguentou-se lá até às 8. A essa hora os bichinhos carpinteiros entraram em acção e, depois de ouvir os passos da mãe foi impossível ficar lá mais tempo.
A Gina (abençoada seja) permitiu-me ficar a dormir mais um pouco. Até que...........entrou um furacão pelo quarto dentro aos berros:
"-Pápá, ana comi. Ana".
Fui salvo pela altura da barreira que está na borda da cama e a impede de cair durante a noite. Só que não por muito tempo. Esperta, foi até ao fundo da cama, trepou e começou a gatinhar para mim:
"Pápá ana vê a Tóxi. Tá dá tóxi!"
Meu Deus! Até quando vou ser perseguido por este dvd?
Tudo o que eu desejo, num dia em que posso ficar mais um pouco a descansar, é ser literalmente puxado por um dedo e sentado no sofá da sala para ver a "Tóxi"....
Contado por Pai Babado às 13:25
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Quinta-feira, 6 de Abril de 2006

Apontamento para memória futura

O arranjo de telemóveis com estragos provocados por humidade não está abrangido pela garantia.
Telemóveis e baba de bebé não são a melhor combinação...
Contado por Pai Babado às 15:42
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Quarta-feira, 5 de Abril de 2006

Este é rapaz


Hoje foi um dia de emoções! Fomos fazer a ecografia das 20 semanas.
A gravidez da Gina tem andado bem, aqueles problemas iniciais acalmaram.
Lá entrámos na sala da eco e um enorme nervosismo começou a apoderar-se de mim.
Ainda ontem antes de dormir tínhamos falado acerca do sexo do bebé. Disse que gostava que fosse rapaz, mas que esperava não ficar desiludido se não fosse.
Confesso que quando descobrimos o sexo da Mariana fiquei um pouquito desiludido. Não tenho pejo em o afirmar. Sempre me tinha imaginado pai de um rapaz (jogar à bola, bilhar, etc). No entanto também sou capaz de dizer que desde esse dia nunca mais me senti triste por ela ser rapariga. Interessava-me era que estivesse bem. Felizmente tudo correu bem.
Enquanto a médica ia fazendo a eco morfológica fui ficando inquieto. Cada vez mais. Se na primeira eco tinha percebido sem dificuldade o que o ecógrafo mostrava nesta, por causa do tamanho do bebé e do pormenor requerido, já não consegui perceber muito. O que só serviu para aumentar o meu nervosismo. Por fim convenci-me que seria rapariga. Fortemente.
No fim a médica virou o monitor para a Gina, pediu para eu avançar e foi explicando. No fim perguntou:

-Já sabem o Sexo?
-Não- respondemos.
-Querem saber?
- Sim.
-Estão a ver ali? É uma pila. É um rapaz.

Bem, nem sei o que senti. Até me vieram as lágrimas aos olhos. Fiquei genuinamente feliz.
A Gina também. Acredito, também, que muito por mim. Para ela penso que era mais indiferente.
Eu verifiquei naquele momento que (mais uma vez) não era. Fiquei mesmo feliz.
Aproveitámos logo para mandar sms, fazer telefonemas, fomos comprar coisas para ele, sei lá mais o quê.
Vai-se chamar Pedro Nuno. O nome foi sugerido pela madrinha da Mariana, a nossa querida Cris.
O estado de nervosismo em que eu estava era tal durante a eco que, após saber que era rapaz pensei: "Ai, então mas agora vamos ter que pensar num nome para rapaz. Estava tão convencido que era rapariga que nem pensámos em nomes de rapazes."
Isto quando o nome de Pedro Nuno já era para nós consensual desde que se soube da gravidez. Caso fosse rapariga seria Maria João.

Uma nota: vai ser rapaz e não fizemos nada daquilo que nos sugeriram para conseguirmos rapaz. Não andámos a adiar nada, nem à espera de determinado dia.
O Pedro foi gerado através de um acto de amor, surgido de um desejo do momento.
Deus quis que fosse rapaz. Estamos felizes por isso.
É o que desejamos para o pequeno e para a Mariana: que sejam felizes connosco.
Contado por Pai Babado às 22:06
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Segunda-feira, 3 de Abril de 2006

É tão típico dela


-Mariana, espera aí para tirar uma foto, que estás muito linda. Espera........clic! MARIANAAAAAAAAAAAAA!!!!
É típico. Do mal o menos, ainda se apanha o pé dela (ali mais ou menos ao meio do lado esquerdo, aquilo cor de rosa é o sapato) o que no futuro servirá de prova irrefutável para quem quiser saber, que o feitio da cachopa desde sempre foi tramado.
E estas cenas repetem-se várias vezes durante o dia: para vestir, para comer, para mudar a fralda....... assim que ouve: "Mariana, anda cá" ou "Espera aí" dá-lhe um vipe que desata a fugir pela casa fora não sei muito bem para onde. Espero que ela saiba.
Contado por Pai Babado às 23:51
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