AS "ESTÓRIAS" QUE AJUDAM A CONTAR A HISTÓRIA DA PROLE
Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009
Ecologias
Assumo que sou um tipo preocupado com as questões relacionadas com o ambiente! Desde há largos anos... Quando comecei a despertar para o problema, alertado por alguns (bons) professores que fui tendo (sim também há bons professores) uma das coisas expressões que me ficou na cabeça como algo que contribuiu enormemente para o degradar do nosso meio ambiente foi o "baby-boom".
Este fenómeno foi resultante de uma grande melhoria das condições de vida de uma parte significativa da população mundial, o que permitiu diminuir enormemente a taxa de mortalidade infantil, com consequente aumento do número de habitantes deste pequeno planeta a que chamamos Terra.
Cá em casa temos, actualmente, a nossa versão familiar da coisa!
E assim decidi acrescentar mais uma entrada ao "Dicionário Pai" deste blog:
Baby-boom: fenómeno que acontece quando se deitam duas pessoas numa cama, para dormir, e, pela manhã, acordam... quatro!!!
É verdade: os pequenos desenvolveram o tenebroso hábito de, a meio da noite, se transferirem para a nossa cama. Ora como eles não são propriamente dos seres mais tranquilos a dormir está bom de ver que o nosso repouso está a diminuir claramente de qualidade. Dormimos completamente emparedados entre eles ou então de lado, em cima do ombro, quase sem poder respirar...
Acordar pela manhã sem dores nas costas é uma recordação cada vez mais longínqua.
Espero que lhes passe a "bolha" depressa... Mas há um passarinho ali à janela a rir-se para mim...
Uma iniciativa interessante e urgente nos dias que correm. Eu assumo: cá em casa sou eu "o melga" de apagar as luzes, fechar torneiras, etc. Sei que sou chato mas, honestamente, não é só por mim. Assusta-me pensar em que planeta vão os meus filhos crescer...
Eu sou uma pessoa que teve o seu primeiro computador pessoal bastante tarde. Talvez por isso sou um bocado (muito) "analfabruto" em questões informáticas. Sou, não raras vezes, objecto de risotas pelos meus muitos desconhecimentos informáticos. Há uns tempos, a propósito de umas formações que andei a dar juntamente com mais uns amigos de uma equipa em que estamos envolvidos deparei-me com isto. De início achei incrível e pouco convincente a informação que está aos 2:28 do filme... mas no entanto lembrei-me do que se passa cá em casa... Tal como hoje, há 5 minutos atrás sucedia isto:
Sinais dos tempos sem dúvida... O que me vai custar mais é daqui a meia dúzia de meses (?) tê-los a rirem-se à grande da minha ignorância informática!!!!
Todos os dias gosto de perguntar aos pequenos como correu a pré. Da parte da filhota o diálogo mais normal é o seguinte:
- Como correu o dia?
- Muito bem papá?
- E que fizeste?
- Nada!
Fico podre... Mas já me vou habituando...
Entretanto tento começar um caminho que não me leve ao mesmo fim com o mais pequeno:
- Então Pedro que foi hoje o comer?
- 'Tatinhas, xôs e cá-ne.
- E a sopa?
- A xopa... foi pá boca, papá!
E pronto! Há alturas em que acho que a minha veia masoquista é maior, mas muito maior do que eu possa imaginar...
Normalmente de manhã quando o vamos deixar fica sempre triste, com os olhos molhados de lágrimas e a fazer beicinho. Mas nãop chega a chorar... encosta-se, enrosca-se, pede para ficarmos na "colinha" com ele, mas lá se conforma...
Não é fácil deixá-lo ficar e vê-lo assim tristinho. Mas no fim do dia as auxiliares dizem que ele ficou logo bem e passou o dia sem problemas.
Está um "pequeno grande" homem. O problema principal continua a ser a dificuldade em falar, mas até nisso já se nota que a pré lhe está a fazer bem. Mas também por causa deste atraso é que eu digo que embora tenham entrado na pré com a mesma idade ele é "muito mais pequenino" do que a irmã era quando entrou.
Em casa está absolutamente viciado no "Chaíca"... no filme Cars. É das primeiras coisas que pede para fazer logo pela manhã:
- "Pocho i pá chala bê o Chaíca? Pocho, pai?"
Mais do que todos adora o Mac, o camião de transporte do Faísca. Adora-o de tal forma que baptizou um camião que cá tinha em casa há meses (e a que nem ligava muito) de Mac e anda sempre a carregá-lo com os carrinhos do filme.
Além disso na rua é um constante "Olháli um Mac". Qualquer camião por que se passe é um Mac.
Já decidi que vou a uma loja comprar-lhe mesmo um Mac. Deve ficar feliz o meu pequenote. E se ele fica... eu também, concerteza.
Está um estranho silêncio nesta casa hoje!
E isso deve-se ao facto de hoje, 10 de Setembro de 2009, ser o primeiro dia em que ambos os pequenos estão na pré. É verdade: o Pedro hoje entrou para a pré escola, onde já anda a irmã.
Foi com pena que, devido ao trabalho, não o pude levar no seu primeiro dia 'oficial'. Digo 'oficial' porque ele já lá foi inúmeras vezes quando íamos buscar a irmã.
Pois é... nestas alturas é que nos apercebemos que o tempo voa... Já tem 3 anos!!
Está crescido! Embora ainda use fraldas, anda no processo de as deixar. O xi-xi já vai controlando mas o cócó (a pu-ca-ia, como ele diz) está mais complicada.
Fala uma língua ainda muito própria e bastante rudimentar mas, desde o início do Verão, está muito mais perceptível. Quem contacta com ele de perto consegue perceber a maior parte das vezes o que ele quer transmitir.
Com isto tornou-se um menino muito querido mais simpático e prazenteiro. Acorda sempre muito bem disposto (ao contrário da irmã) e (vitória, vitória) finalmente gosta de ver o filme "Carros"!! Adora ver o "Chaíca", no que é outra particularidade dele: troca o "f" pelo "ch" e então temos "caché" (café), "chio" (frio), etc. Tem uma pequena colecção de carrinhos do filme com os quais adora brincar, numa acção em que eu próprio me revejo: tal como ele, eu também passava tempos infinitos deitado no chão a brincar com os meus carrinhos.
Enfim, mais uma etapa que termina e outra que se inicia...
Tudo de bom para ti, meu querido Pedro.
As coisas aqui por casa andam um bocado atribuladas. Um bocado... é dizer pouco, muito pouco!
Desde que se levantam até que finalmente aterram a dormir os dois petizes desenvolveram a capacidade de se chatearem mutuamente em doses inimagináveis, de forma ininterrupta, conseguindo sempre superar o recorde do dia anterior.
Tudo, mas mesmo tudo, serve de pretexto para começar uma rebaldaria de gritos, correrias e choros pela casa fora.
Claro que isto acontece porque o mais pequeno (de idade, porque de "cabedal" está quase a passar as palhetas à irmã) começa a marcar terreno em relação às coisas da casa, nomeadamente brinquedos. Como é óbvio a mais velha não achou grande graça à coisa...
No entanto há no meio disto tudo coisas que a mim (filho único) me surpreendem: há uns tempos, vindo de trabalhar, fui buscar a pequena à pré passando a apanhar o Pedro numa avó. Ele estava a fazer a sesta pelo que foi acordado com os movimentos e não ficou assim muito bem disposto, digamos...
Ao chegar à pré quis sair para ir buscar a "Ma-í-ã". Eu entrei logo no edifício para apanhar a mochila da moça e comecei a ouvir o Pedro a chorar, com os outros miúdos à volta dele., na algazarra. Quando saí para o tentar "salvar" eis que entra em cena "DartaMariana"! Aos berros com os outros miúdos e de dedo em riste dizia:
- Ninguém lhe mexe! Quando ele está assim ninguém lhe mexe! Deixem-no, ouviram?
Mas quando eu digo aos berros era mesmo aos berros. Eu fiquei boquiaberto da moça estar assim a defender o irmão, de peito feito para os outros cachopos todos. Foi delicioso de ver!
Parece-me que a relação deles está complicada, de momento, mas se está a solidificar para a vida.
Acho que todos nós tentamos ensinar aos nossos filhos valores como a verdade, a coerência e o respeito por algumas regras (não por todas que alguma rebeldia também é saudável). E esta ideia é gira até ao momento em que somos apanhados a pôr a "pata na poça". É pacífico que todos nós dizemos aos miúdos que as regras de trânsito são para cumprir e lhe explicamos que num semáforo quando a luz vermelha está acesa temos que parar. Certo? Certo... Então agora expliquem-me como é que podemos explicar a uma petiz de quase 5 anos o conceito de um semáforo "verde-tinto"? É impossível! E eles não perdoam. Massacram, massacram, massacram...
Vivo numa cidade pequena. Bem pequena, por sinal. Ou melhor perto, muito perto, de uma cidade bem pequena. Como tal stresses de filas intermináveis de trânsito e andar horas em busca de um lugar de estacionamento é algo que me passa ao lado. Se não tenho lugar já ali deixo um pouco mais além e vou a pé já que tudo é perto. Sempre dei graças a Deus por não viver numa grande cidade onde anda tudo louco, de má cara dentro dos carros, a vegetar em filas intermináveis e a amaldiçoar a vida. Mete-me uma enorme confusão aquela gente que está parada num semáforo vermelho e mal muda para verde carregam enérgica e furiosamente na buzina. Às vezes numa questão de nanossegundos, com uma capacidade de reacção ao cair do verde capaz de fazer inveja a um Usain Bolt. E cá andava eu tranquilo da vida até que... O meu Pedro desenvolveu uma curiosa reacção com os semáforos: para além de cada vez que chegamos ao pé de um perguntar "Pai quéaquilho?", assim que passa de vermelho a verde grita a plenos pulmões "Tábê" (está verde). Eu acho que já ando a ter pesadelos e suores frios sempre que me aproximo de uma coisa daquelas: parar num semáforo é agora sinónimo de taquicardia, mãos suadas, concentração, etc. Estou quase pronto a fazer testes para piloto de F1, tal é a minha evolução a reagir à mudança de cor. Mas... ainda não estou no ponto: ele continua a bater-me aos pontos e a fazer-me os ouvidos tinirem com um sonoro "Tábêêêê"!!